19 de junho, 2019

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Fotografia
Fotografia: Geri Dagys

Fotografia

DESTAQUE EDITORIAL

  • O fotojornalismo traz perspectivas além de um aspecto figurativo. Sua linguagem fotográfica transmite informação a fim de comprovar e chocar o leitor com clareza e objetividade.

A Joseph Nicéphore Niépce nossos cumprimentos pela invenção de um mecanismo tão sublime, a fotografia. Nos permite saudar o passado de forma a eternizá-lo, aplicada aos fatos proporcionam uma função mais vital do que o próprio texto informativo.

Das maiores invenções do século XIX, até as primeiras fotografias aperfeiçoadas por Louis Daguerre através do método “daguerreótipo”, ou aos mais modernos dispositivos de capturas digitais do século XXI, fotografar sempre foi considerado sob o mesmo propósito: captar o momento único de tirar o fôlego dos espectadores.

Quem nunca ouviu a frase “Uma imagem vale mais do mil palavras”? Ainda que o fotógrafo faça uso dos principais recursos para qualidade de imagem como ISO (sensibilidade do sensor), diafragma (dosador de luz) e obturador (velocidade de luz) para tornar a cena o mais fiel possível, a interpretação da imagem é relativa, afinal, cada observador tem consigo seu repertório de vida e uma intenção particular quando se dispõe a capturar uma imagem ou simplesmente registrar um momento.

No último dia (19), comemorou-se o Dia Mundial da Fotografia e quatro dias antes (15), o Dia do Fotógrafo. Oficialmente a invenção foi tornada pública em 19 de agosto de 1839, por Joseph Niépce, a partir das contribuições do fenômeno físico utilizado por artistas desde a época de Leonardo da Vinci que faziam uso da câmara obscura, técnica mais tarde comprovada pelo físico alemão Johann Heinrich Schulze, em 1727.

Sem conhecimento das pesquisas na Europa, segundo o historiador Bóris Kossoy, houve uma descoberta isolada da fotografia no Brasil pelo pesquisador Hércules Florence, seis anos antes da oficialização do feito de Daguerre. Em 15 de agosto de 1832, ele foi o primeiro a usar o termo fotografia, em Campinas no interior de São Paulo.

No entanto, o Dia Nacional do Fotógrafo e o Dia Nacional da Fotografia são comemorados no dia 8 de janeiro, em razão da chegada do daguerreótipo, trazido por Louis Compte que apresentou o dispositivo a Dom Pedro II no Rio de Janeiro em 1840, tornando-se o primeiro fotógrafo amador do Brasil.

Vale ressaltar o impacto que a fotografia representa quando captadas por profissionais que buscam eternizar momentos e revelar histórias. Neste caso, o repórter que pratica o fotojornalismo, tem o compromisso de informar e representar outras visões da realidade.

Desde a primeira fotografia publicada em 1880, pelo Jornal Daily, o fotojornalismo é responsável por expor as mais profundas feridas da humanidade. Destaque para a fotografia de Kevin Carter, “A Fome no Sudão”, publicada em março de 1993, no New York Times e vencedora do prêmio Pulitzer de Fotografia.

No Dia (02) de setembro, data comemorativa do Repórter Fotográfico e Cinematográfico, o Jornalismo Colaborativo destaca o propósito dessa profissão, essencial em toda a imprensa.

O fotojornalismo traz perspectivas além de um aspecto figurativo. Sua linguagem fotográfica chama atenção ao conteúdo publicado, transmite informação a fim de comprovar, chocar o leitor e tudo isso com a mais absoluta clareza e objetividade.

Um fator determinante para uma captura precisa é a forma de fotografar para mostrar uma visão alternativa dos fatos, tornando uma notícia pública. Contudo, há preceitos que o profissional deve adotar: estar atento, lidar com a sua intuição, pautadas na ética e na originalidade. Principalmente em cenários adversos.

Mas há também aquele registro que consegue romper muitas das angústias e conflitos do mundo com belas imagens.

Como exemplo, na capa desta matéria, exibimos uma foto da Mongólia. Capturada pelo experiente fotógrafo lituano Geri Dagys que tem trabalhos publicados nos principais veículos de imprensa em todo o mundo, como a National Geographic, The Economist, entre outros.  Atualmente divide seu trabalho em projetos de fotografia e cobertura das turnês do músico Estas Tonne.

E é justamente quando o repórter fotográfico resolve colocar uma mochila nas costas e observar do ponto mais alto qual será a imagem que contará a sua história que, finalmente, o propósito da fotografia ganha um novo sentido.

Por essa razão, o site TemporadaDeInverno.com em parceria com a Rede de Comunicação do Jornalismo Colaborativo promoveu mais um desafio aos amantes da natureza apaixonados por aventura e fotografia.

O IV Desafio Expedição na Montanha é um concurso fotográfico que recebe milhares de imagens com cenas inspiradoras de paisagens incríveis capturadas em montanhas.

Foram mais de 650 fotografias recebidas e que serão analisadas pelo Conselho Editorial do JC a partir do dia 2 de Setembro. Data em que comemora-se o fotojornalismo.

O vencedor terá a sua foto publicada com destaque no site Temporada de Inverno e será divulgada em toda os sites da Rede do Jornalismo Colaborativo, além de concorrer a um prêmio especial: Um dia de aventura em Campos do Jordão com direito a uma diária de casal na Guest House Lemos Bueno, em Campos do Jordão e passeio de quadricíclos nas montanhas.

Efêmera Eternidade, por Michel Zylbergberg. II Desafio Expedição na Montanha, JC.

Michel Zylberberg, ocupou o primeiro lugar na II Edição Desafio Expedição na Montanha com sua fotografia “Efêmera Eternidade” e Marcos Terra, estudante de física na UNIFEI, aventureiro de carteirinha, também nos enviou suas aventuras nos “Andes Peruanos”.  Atualmente, o campeão da I Edição Marcos Terra, ministra cursos e workshops de fotografia noturna. E Magnus Apolinário de Andrade foi o vencedor da edição 2017 com a fotografia em destaque “Três Irmãos”.

Desde 1839, empenhado em eternizar recortes seja de pessoas, paisagens ou acontecimentos, o fotógrafo até os dias de hoje representa um papel muito importante. Além disso, sua participação não foi anulada pela evolução técnica das câmeras. E, apesar da sofisticação e novos recursos digitais, é a percepção de imagem que nasce do olhar aguçado do profissional que codifica uma determinada cena.

Recorremos a imagem para “reviver” momentos que consideramos importantes, de tal forma que é preciso eternizá-los na memória para entender ou não esquecer a nossa história. É ponto de reflexo e reflexão.

Afinal, para se obter uma boa foto deve-se, simplesmente, apertar um botão. Mas, para capturar “a foto” que remete a sensação de proximidade é preciso sensibilidade, conhecimento, técnica e um ingrediente mágico que faz toda a diferença: amor.

Dos Fotógrafos

Atuais Vencedores do Desafio Expedição na Montanha

magnusandradeAGOSTO/2017
III Concurso Fotográfico Expedição na Montanha
Vencedor: Magnus Apolinário de Andrade
Destaque: Fotografia “Os Três Irmãos” vence o Desafio Expedição na Montanha
Entrevista/Reportagem: Torres del Paine

michel-fotografoDEZEMBRO/2016
II Concurso Fotográfico Expedição na Montanha
Vencedor: Michel Zylberberg
Destaque: Fotografia “Efêmera Eternidade” vence o Desafio Expedição na Montanha
Entrevista/Reportagem: Efêmera Eternidade

marcosterraJULHO/2016
I Concurso Fotográfico Expedição na Montanha
Vencedor: Marcos Felipe Terra
Publicação Principal: Estudante da UNIFEI vence desafio fotográfico Expedição na Montanha
Entrevista/Reportagem: Terra nos Andes Peruanos


Vem aí o V Desafio Expedição na Montanha!

Resultados do IV Desafio Expedição
na Montanha serão publicados
no próximo dia 25/Set.

temporadadeinverno

Participe! Sua foto merece destaque!….

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CC BY 4.0 Fotografia by Dayse Carrara is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Sobre o Autor

Dayse Carrara

Estudante de Comunicação Social pela Uninter e repórter estagiária da rede do Jornalismo Colaborativo.

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