21 de abril, 2019

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Imprensa local abre debate e ideias sobre as “Fake News”
Fotografia: Dayse Carrara

Imprensa local abre debate e ideias sobre as “Fake News”

DESTAQUE EDITORIAL

  • Desde 2013, o Jornalismo Colaborativo, primeiro veículo de imprensa a participar do Collaborative Journalism Summit, em New Jersey por dois anos consecutivos, vem trabalhando ativamente em parceria com organizações internacionais como o Center for Cooperative Media e a International Press em defesa de um jornalismo mais independente com autonomia em checagem de dados e compromisso coletivo de apuração entre seus colaboradores.

Aconteceu na última sexta-feira, 10 de agosto, a primeira edição do fórum de “Debate e Ideias” abordando o tema FAKE NEWS, promovido pela Editora Meon em parceria com a ANER – Associação Nacional dos Editores de Revistas e a Rádio Jovem Pan.

O evento contou com a presença em destaque da palestrante Maria Célia Furtado, Diretora Executiva da ANER, do comentarista Eduardo Pandeló, Diretor de Relações Internacionais da Editora Meon e Patrícia Blanco, Diretora Executiva do Instituto Palavra Aberta.

Como discussão central, foram apontadas as causas e ocorrências de informações fictícias, danos e o que tem sido feito para combater as “histórias inventadas com a intenção de enganar”.

Em um momento em que as informações enganosas “viralizadas” pelas redes sociais e aplicativos a serviço da instabilidade política, a imprensa busca alertar de forma cada vez mais ativa sobre o efeito negativo que isso pode ter em um país como o Brasil.

Afinal, quem propaga informação falsa pode gerar reações de censura enfraquecendo os laços sociais e o respeito à multiplicidade de vozes.

Segundo a palestrante convidada ao debate, Patrícia Blanco, do Instituto Palavra Aberta “nunca se precisou tanto da Imprensa. No ambiente de desinformação o veículo de comunicação tem a responsabilidade de informar com clareza e veracidade. Valorizar o jornalismo profissional, a carreira de jornalista como método de combate a disseminação de informações falsas.”

A informação pode ser disseminada por qualquer pessoa ou organização que se auto proclame veículo de comunicação. Entretanto, a extensão do dano na propagação de uma informação seja ela verídica embasada ou falsa é de total responsabilidade do emissor.

No início deste mês, publicamos o artigo Jornalismo e Cidadania nas Eleições 2018 que ressalta como é muito importante checar a veracidade da informação antes de compartilhar. 

A Rede de Comunicação do Jornalismo Colaborativo, primeiro veículo de imprensa a participar do Collaborative Journalism Summit, em New Jersey por dois anos consecutivos, desde 2013 vem trabalhando ativamente em parceria com organizações internacionais como o Center for Cooperative Media e a International Press em defesa de um jornalismo mais independente com autonomia em checagem de dados e compromisso coletivo de apuração entre seus colaboradores. 

Acreditamos que a realização de eventos como esse é muito importante porque tem a capacidade de proporcionar mais conhecimento quanto a identificação de uma notícia ilegítima a partir de dicas e regras básicas que qualquer pessoa pode seguir. São eles:

  • Seja cético com as manchetes: Notícias falsas frequentemente trazem manchetes apelativas em letras maiúsculas e com pontos de exclamação. Observe sempre com olhar de desconfiança.
  • Verifique o endereço da página: A URL (http://www…) semelhante a de outro site pode ser um alerta de notícias falsas. Muitos sites de notícias falsas imitam veículos de imprensa autênticos fazendo pequenas mudanças se não observadas com atenção.
  • Investigue a Fonte: Certifique-se que a reportagem foi escrita por uma fonte confiável e de boa reputação.
  • Fique atento a formatações incomuns: Sites de notícias fakes costumam conter erros ortográficos ou apresentam layouts estranhos.
  • Considere as fotos: Comumente são produzidos vídeos e fotos manipuladas para complementar uma informação falsa.

Boa parte das ações de propagação são utilizadas por indivíduos que não tem qualquer relação com o jornalismo e se utilizam da desinformação alheia para se auto promoverem e consequentemente poderem lucrar financeiramente.

Como instinto de defesa, o cidadão passa a participar somente de assuntos sociais e políticos de sua preferência, gerando uma “bolha informativa” que reforça a polarização e a radicalização de opiniões na sociedade.

O desdobramento negativo é inevitável, conduz ao isolamento, promovendo a intolerância e intensificando os conflitos recorrentes pelas divergências de opiniões que se limitam aos seus interesses particulares e, muitas vezes, absolutamente limitados.

 Nesse contexto, compreende-se a função fundamental  da imprensa e o desafio do profissional da comunicação na produção de conteúdos de qualidade, responsáveis pela filtragem das informações quanto a relevância do assunto de interesse público, apurando dados, buscando fontes primárias e de maior credibilidade, de tal modo que possam corroborar com os fatos verificados.

Ainda sobre o Debate e Ideias, a questão levantada próximo o término da evento foi justamente sobre o que está sendo feito para diminuir ou evitar essa prática tanto no meio digital, quanto no impresso, uma vez que isso tem causado impactos sociais, políticos e econômicos em todo o mundo.

Abaixo a relação sobre boas práticas e projetos de iniciativas de alguns veículos de comunicação tratados como referência pelos palestrantes do evento:

  • CBN (Central Brasileira de Notícias): Selos de validação se a informação é “FATO”: informações totalmente verídica, baseada em dados e fontes confiáveis; “NÃO É BEM ASSIM”:  informações parcialmente verídicas; “FAKE”: informações totalmente falsas, sem dados que comprovem o fato.
  • Projeto Comprova: Projeto de jornalismo colaborativo contra a desinformação reunindo  jornalistas dos mais diversos veículos de comunicação em combate as informações enganosas durante o período de campanha eleitoral de 2018
  • Lei: Art.140. Injuriar alguém ofendendo-lhe a dignidade ou o decência: Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

Se você chegou até aqui, é porque sabe o quanto é necessário a participação em eventos dessa mesma linha informativa. Profissionais da comunicação, estudantes, agentes públicos em diferentes âmbitos, sejam eles sociais, econômicos ou políticos são todos responsáveis no processo de formação de opinião do cidadão.

O JC é a favor de toda ação de combate à desinformação. Por isso, profissionais e cidadãos engajados que fazem parte do JornalismoColaborativo.com recebem acompanhamento editorial na produção de notícias e investigação de pautas jornalísticas.

Quer saber mais? Leia nosso termo e regras de participação e não fique só na opinião.

 


CC BY 4.0 Imprensa local abre debate e ideias sobre as “Fake News” by Dayse Carrara is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Sobre o Autor

Dayse Carrara

Estudante de Comunicação Social pela Uninter e repórter estagiária da rede do Jornalismo Colaborativo.

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