Jornalismo Científico e Notícias de Ciências

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Buscar a relevância de pesquisas na aplicação de resultados para a sociedade, é papel do jornalismo científico. Dessa maneira, ao gerar hipóteses ou observar metodologias e materiais utilizados para um determinado estudo, em um ambiente de publicação colaborativa, a interferência no processo de pesquisa de um jornalista é fundamental. Neste sentido, o que se leva em consideração no processo de informação científica é a capacidade de entender e explicar os efeitos reais na sociedade, em relação aos resultados obtidos de uma determinada pesquisa. Ipso facto que interessam aos cientistas, os Artigos de Divulgação Científica (ADC) e aos jornalistas, as Matérias  de Divulgação Científica (MDC).

Ao considerar a transposição de um material de conteúdo científico para ser publicado por meio do jornalismo colaborativo, o que é tido como mais relevante ou interessante vem no início, seguido pelas informações secundárias e detalhes, também inseridos por ordem decrescente de importância. Para notícias de ciências, GOMES (2000) identificou as aberturas alética, epistêmica e narrativizada que podem ser definidas com critérios específicos de produção textual. Em seu trabalho de Doutorado em Linguística, pela Universidade Federal de Pernambuco, Gomes (2003) destaca a construção da identidade da ciência no jornalismo indicando tipos de aberturas para estas publicações que permitem, por exemplo, alertar o leitor para um perigo iminente, que ou realçam o ineditismo de uma determinada técnica ou descoberta científica, como é o caso da “Abertura Alética“.

Por outro lado, quando a intenção é indicar uma certa cautela dos jornalistas com relação à informação anunciada, Gomes (2000), classifica esta modalidade de “Abertura Epistêmica”, que diz respeito à crença ou ao conhecimento do autor em relação às significações contidas em suas proposições.

Posto que os tipos de textos podem ser variados de acordo com o propósito editorial de um determinado veículo, seja ele impresso ou digital, pelo menos um traço se assemelha à estrutura da narrativa: o relato de fatos numa seqüência temporal. Para Tuija Virtanen, (2009) professora de linguística na Åbo Akademi University, Finlândia, a narrativa é um tipo básico de texto.  Para Gomes (2000), talvez por isso, o ato de contar histórias seja uma das formas mais atraentes de seduzir o leitor. O poder de sedução da narrativa é, algumas vezes, explorado nas matérias de divulgação científica (MDC), por meio da “Abertura Narrativizada”.

A relação das técnicas demonstradas a partir da revista “Ciência Hoje”, podem ajudar a orientar o autor que utiliza o jornalismo colaborativo para disseminar informação científica. Tais indicações dos modelos de abordagem, ilustram a forma como uma determinada notícia pode se apresentar, seja sob o caráter de cultura científica ou de jornalismo científico.

No que tange as teorias de comunicação em massa, (DEFLEUR e BALL-ROKEACH, 1997, p.232) “se determinado padrão de comportamento é adotado como modelo, e se esse padrão é identificado como solucionador de problemas, compensador, ou de outra forma qualquer desejável por suas consequências, aumenta a probabilidade de ele ser adotado por um observador. Se sua adoção de fato resultar em consequências positivas, este modelo (hábito) em particular provavelmente persistirá como parte mais ou menos permanente do repertório do indivíduo.

Partindo desse pressuposto, com a criação da rede Jornalismo Colaborativo, pretende-se estimular o processo de transformação social, também e principalmente por meio do incentivo à divulgação científica.

Fonte: JornalismoColaborativo.com

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