Header ad
Header ad
Header ad
Bebê de Ferro resgata a consciência de reciclagem

Bebê de Ferro resgata a consciência de reciclagem

Nota do Editor

  • O lixo do seu plástico e do seu alumínio pode ser o luxo do Miguel, o bebê de ferro da campanha das Tampinhas do Amor

O descarte de tampinhas de plástico e lacres de lata de alumínio estão com destino certo na cidade de São José dos Campos, que fica a 90km de São Paulo. Isso porque o Miguel é o conhecido bebê de ferro da internet que coleciona superações. Ele lançou uma mobilização no país inteiro para adesão da campanha das Tampinhas do Amor. Miguel, é cardiopata e teve um AVC aos cinco dias de vida e precisa de muita solidariedade para financiar seus custos com tratamento que inclui especialistas, remédios, alimentação especial e outros.

Tampinhas do Amor já conseguiu arrecadar cerca de 5 toneladas entre plástico e alumínio que são vendidos para custear necessidades como cadeira, plataforma vibratória, bolas especiais, órteses de pernas e braços que são trocadas a cada 6 meses em média. Mas, ainda falta construir o tão sonhado espaço de fisioterapia com equipamentos próprios para reabilitação e conseguir verba suficiente para a contratação de mais especialistas.

Além disso, arrecadar e doar Tampinhas do Amor pode pagar os custos mensais com a Dra. Rafaela, fisioterapeuta ocupacional, que cuida da reabilitação corporal. E, as doutoras Isabela e Giovanna, que fazem respectivamente a Laserterapia e a fisioterapia respiratória. É por este motivo que a campanha deve ser intensa e atingir o maior número de pessoas dispostas para poderem ajudar o Miguel e a sua família.

Rougica é a mãe de Miguel e conta que já na gestação descobriu que o coração de seu filho tinha apenas uma veia, misturando o sangue limpo com o sujo. Essa doença chamada truncos arteriosos o fez passar por uma cirurgia de grande porte no coração já logo após o seu nascimento, em um hospital de São Paulo. A partir de então, esta história coleciona milagres como revela a genitora.

“Meu filho tinha uma chance de sobreviver e eu fui atrás dela. Ao nascer ele foi direto para UTI – Unidade de Terapia Intensiva para os médicos analisarem quando seria a cirurgia e a gravidade da situação de Miguel. Peguei meu filho no colo pela primeira vez somente 24h depois, quando a emoção tomou conta de mim e com ela muitos medos, dúvidas e sentimentos de fé e esperança que eram os maiores de todos”, emociona-se Rougica.

O bebê de ferro demonstrou ser um guerreiro e ainda por insistência da mãe conseguiu ser amamentado pelo leite materno dela mesmo dentro da UTI. A única condição era para que a criança recém-nascida não ficasse cansada e logo na primeira meta Miguel colecionou superações.

O nascimento foi dia 31 de julho de 2019. A cirurgia cinco dias depois, durou muitas horas. O caso de Miguel era gravíssimo, a mãe relata que os médicos não tinham mais o que fazer com todo o conhecimento da medicina a não ser orar. Foram muitos exames, transfusão de sangue para reposição de plaquetas, plasma, hemácias.

O corre corre no centro cirúrgico era para abaixar a adrenalina, subi-la quando necessário. E também dosar a medicação heparina, um anticoagulante de uso injetável para prevenir a formação de trombos, sendo indicada para o tratamento e prevenção do tromboembolismo venoso e na angina de pré-infarto. Mas, após sobreviver a cirurgia e suas primeiras horas de vida, o amado bebê de ferro foi diagnosticado com infecção generalizada.

“Meu bebê colocou dois stends em suas veias pulmonares que eram exteriorizadas para melhorar o fluxo do sangue. Ao entrar na UTI parecia uma cena de guerra, tinham muitos profissionais na sala para cuidar do meu pequeno que estava com o peito aberto, entubado com sedação e várias máquinas cheias de acesso para medicação. O rim como parou estava ligado a uma máquina de hemodiálise e a linguagem dos médicos parecia ser em outra língua. As vozes ficavam perdidas lá no fundo. A cada 10ml de xixi era motivo de comemoração. Foi muita fé em Deus que nos livrou de 193 dias de UTI”, relembra a mãe.

Miguel venceu a vida. É amado e vive em um lar com uma família maravilhosa que é a sua mãe Rougica, duas irmãs e a avó materna. São vários os postos de arrecadação espalhados em todos os cantos da cidade de São José dos Campos prontos para receber as Tampinhas do Amor.

Seja um voluntário do amor e junte qualquer tampinha de plástico, pode ser tampa de margarina, de creme dental, de garrafas pets e outras. É sempre bem-vindo o lacre de latinhas de alumínio que valem um pouco menos no mercado, mas ajudam demais na somatória de tudo. O gesto é mesmo simples e fácil, mas a grandeza do propósito em ajudar Miguel e sua família é maior.

As Tampinhas do Amor são separadas por cores e depois levadas à venda. Em média, uma tonelada equivale ao valor de R$1.600,00. É preciso a ajuda de todos para fazer a diferença. Vamos lá, mobilize o seu entorno e doem!

 

Pontos de coleta em São José dos Campos:

Rua Vilaça, 646 – Centro (Carol Imóveis)

Rua Paraibuna, 1796 – Jd. São Dimas (Ditinho Escapamentos)

Av. São João, – Jardim Colinas (Posto Chaparral)

Av. Governador Valadares, 61 – Vila Iracema (Happy Festas)

Av. Cidade Jardim, 957 – Satélite

Rua dos Periquitos, 596 – Vila Tatetuba

Av. Benedito Luis de Medeiros, 361 – Galo Branco

Rua Antônio Júlio Cavalcanti, 122 – Santa Inês

Rua A, 53 – Santa Cecília

Avenida Princesa Isabel, 1804 – Santana

Av. Ouro Fino, 2500 – Satélite

Rua Manoel Fiel Filho, 66 – Bosque dos Eucalíptos

Vale Sul Shopping (concessionária Ponto Sul)

 

Pontos de coleta em Caçapava:

Rua Humberto Rossi, 315 – Nova Caçapava

 

Pontos de coleta em Taubaté:

Rua Suiça, 74 – Jd. Das Nações (Paty Burguer´s)

 

Pontos de coleta em São Paulo:

Rua Ana Costa, 21 – União de Vila Nova (Pizzaria N.U. Kisabor)

CC BY 4.0 Bebê de Ferro resgata a consciência de reciclagem by Caroline Bertholini is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Jornalista formada pela Universidade de Taubaté - UNITAU

Outras Publicações

SiteLock