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Impasse sobre periculosidade mobiliza trabalhadores de Tecnologia de Defesa
Impasse sobre periculosidade mobiliza trabalhadores de Tecnologia de Defesa

Impasse sobre periculosidade mobiliza trabalhadores de Tecnologia de Defesa

Trabalhadores da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (AMAZUL) realizam assembleia nesta quinta-feira (16), às 8h30, para discutir os próximos encaminhamentos relacionados ao adicional de periculosidade e às condições de trabalho. A reunião ocorre em meio a mobilização sindical e negociação com a empresa no mesmo dia.

Segundo informações divulgadas pelo SINTPq, a categoria debate possíveis impactos de alterações relacionadas a laudos técnicos de periculosidade, que podem afetar o pagamento do adicional a parte dos trabalhadores.

O adicional de periculosidade está vinculado a atividades exercidas em condições consideradas de risco, conforme critérios técnicos da legislação trabalhista.

De acordo com o sindicato, a situação envolve comunicação interna da empresa e tratativas junto a órgãos federais, incluindo o Ministério da Defesa e a Marinha do Brasil, sobre a revisão de critérios técnicos utilizados para enquadramento das atividades. Essas informações não foram verificadas de forma independente pela reportagem.

Relato de Trabalhadora

Em depoimento enviado de forma anônima à reportagem, uma trabalhadora afirmou que houve mudanças recentes na forma de enquadramento das atividades e impacto direto na remuneração:

“Eles tiraram a periculosidade. Trabalhamos no local onde fica o reator nuclear. Foi retirado sem aviso prévio. Os empregados da Amazônia Azul tiveram seus salários reduzidos em cerca de 30%. Existia um laudo de periculosidade dizendo que os funcionários estavam sujeitos a risco, inclusive de explosão, mas agora fizeram um novo laudo que não aponta risco, sendo que nada mudou. Tem funcionários com empréstimos consignados, vão passar dificuldades. Peço que investiguem.”

A identidade da fonte foi preservada a pedido da própria trabalhadora.

Reunião e Negociação Coletiva

Está prevista reunião entre representantes da Amazul e do SINTPq no mesmo dia, em São Paulo, com pauta relacionada ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) bianual e ao adicional de periculosidade.

Até o momento, não há confirmação pública adicional, por parte da empresa ou de órgãos federais, sobre decisões finais relacionadas ao tema.

Assembleia e Encaminhamentos

A assembleia deve discutir propostas como:

  • Avaliação de mobilização permanente;
  • Estratégias de negociação coletiva;
  • Eventual autorização para medidas jurídicas;
  • Outros encaminhamentos.

Nota da Redação

A reportagem foi produzida após contato de trabalhadores da Amazul, que solicitaram anonimato. As informações foram obtidas a partir de relatos da categoria e comunicados do sindicato, e dados abertos.

O texto segue princípios jornalísticos de interesse público, com abordagem descritiva e sem atribuição de responsabilidade não confirmada. Alegações de impacto financeiro e técnico foram registradas como declarações de fonte não identificada e de forma independente.

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Rafael é jornalista de dados, escrevendo sobre memória, povos e cidades. Produz reportagens especiais de interesse público com foco desigualdades socioambientais e territoriais.

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