Impasse sobre periculosidade mobiliza trabalhadores de Tecnologia de Defesa

Publicação Publicado em 15 de abril de 2026 às 11:19 pm Atualizado em 16 de abril de 2026 às 3:21 am Por Rafael Gasques

Economia e Negócios, Saúde Pública, Segurança Pública

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Trabalhadores da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (AMAZUL) realizam assembleia nesta quinta-feira (16), às 8h30, para discutir os próximos encaminhamentos relacionados ao adicional de periculosidade e às condições de trabalho. A reunião ocorre em meio a mobilização sindical e negociação com a empresa no mesmo dia.

Segundo informações divulgadas pelo SINTPq, a categoria debate possíveis impactos de alterações relacionadas a laudos técnicos de periculosidade, que podem afetar o pagamento do adicional a parte dos trabalhadores.

O adicional de periculosidade está vinculado a atividades exercidas em condições consideradas de risco, conforme critérios técnicos da legislação trabalhista.

De acordo com o sindicato, a situação envolve comunicação interna da empresa e tratativas junto a órgãos federais, incluindo o Ministério da Defesa e a Marinha do Brasil, sobre a revisão de critérios técnicos utilizados para enquadramento das atividades. Essas informações não foram verificadas de forma independente pela reportagem.

Relato de Trabalhadora

Em depoimento enviado de forma anônima à reportagem, uma trabalhadora afirmou que houve mudanças recentes na forma de enquadramento das atividades e impacto direto na remuneração:

“Eles tiraram a periculosidade. Trabalhamos no local onde fica o reator nuclear. Foi retirado sem aviso prévio. Os empregados da Amazônia Azul tiveram seus salários reduzidos em cerca de 30%. Existia um laudo de periculosidade dizendo que os funcionários estavam sujeitos a risco, inclusive de explosão, mas agora fizeram um novo laudo que não aponta risco, sendo que nada mudou. Tem funcionários com empréstimos consignados, vão passar dificuldades. Peço que investiguem.”

A identidade da fonte foi preservada a pedido da própria trabalhadora.

Reunião e Negociação Coletiva

Está prevista reunião entre representantes da Amazul e do SINTPq no mesmo dia, em São Paulo, com pauta relacionada ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) bianual e ao adicional de periculosidade.

Até o momento, não há confirmação pública adicional, por parte da empresa ou de órgãos federais, sobre decisões finais relacionadas ao tema.

Assembleia e Encaminhamentos

A assembleia deve discutir propostas como:

  • Avaliação de mobilização permanente;
  • Estratégias de negociação coletiva;
  • Eventual autorização para medidas jurídicas;
  • Outros encaminhamentos.

Nota da Redação

A reportagem foi produzida após contato de trabalhadores da Amazul, que solicitaram anonimato. As informações foram obtidas a partir de relatos da categoria e comunicados do sindicato, e dados abertos.

O texto segue princípios jornalísticos de interesse público, com abordagem descritiva e sem atribuição de responsabilidade não confirmada. Alegações de impacto financeiro e técnico foram registradas como declarações de fonte não identificada e de forma independente.