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Rio Guandú – O gigante que abastece o Rio de Janeiro

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Quando se fala em turismo a cidade do Rio de Janeiro é sempre lembrada. Uma curiosidade que poucos sabem diz respeito ao rio Guandú, responsável pelo abastecimento da capital carioca e dos municípios de Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita e alguns bairros de Duque de Caxias e Queimados.
 
Mas, infelizmente, o respeito às suas águas tem sido deixado de lado. Basta passar pelos trechos da BR-465 – rodovia que contorna parte do rio – para ver o descaso. É possível encontrar esgoto sendo despejado e lixo às suas margens.
 
Como se não bastasse esse problema isso, estudos apontam que o lixão de Seropédica – mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro – pode agredir o rio Guandú. Motivo disso é que o aterro está em cima do aquífero de Piranema, em uma área suscetível a inundações e por onde passam dois córregos que deságuam no Rio Guandu.
 
Segundo Gelma Reis, sócio fundador da empresa de consultoria ambiental Ética Ambiental, é preciso atenção com esse tipo de impacto ambiental. “Contaminação de aquífero é uma coisa terrível. O solo retém um número enorme de bactérias perigosas que se proliferam e causam uma série de terríveis doenças as pessoas”.
 
As falas do especialista é apenas uma de várias. Grupos organizados se opuseram fortemente a colocação do aterro naquela localidade, já prevendo o que poderia acontecer. Basta agora esperar e ver se as autoridades ambientais deixarão esse descaso continuar acontecendo ou tomarão alguma providência.
 
Texto cedido por Daniel Delfino.
 

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Rede de comunicação e plataforma editorial dedicada ao jornalismo colaborativo e à produção de informação baseada em evidências, conectando jornalistas, pesquisadores e cidadãos na construção de reportagens documentais voltadas à compreensão pública. Reconhecido pelo Prêmio Expocom da Intercom - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (2016), foi citado pela Revista Imprensa como referência em startups de jornalismo e integra projeto cultural aprovado pelo Ministério da Cultura do Brasil. A iniciativa também dialoga com redes internacionais como o CJS e o Center for Cooperative Media.

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