Especial Religião – O Taoísmo

Editorial Publicado em 29 de maio de 2015 às 12:31 am Atualizado em 21 de abril de 2026 às 3:45 pm Por Editor JC

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Possui duas vertentes de pensamento religioso. Uma destas vertentes se concentra na meditação sem rituais, seguindo feições metódicas, subsistindo de maneira mais geral como uma ordem filosófica, enquanto a vertente mais ortodoxa atribui importância fundamental aos rituais, à renovação cósmica e ao controle espiritual.

O termo Tao, significando caminho, consiste num elemento fundamental recorrente em todas as tradições filosóficas chinesas, entre elas o próprio Confucionismo. O incenso é um elemento constante nos rituais taoístas.

Um dos símbolos do Taoísmo é bastante famoso até entre os ocidentais: o Yin-Yang consiste numa representação do equilíbrio e complementaridade entre as forças naturais opostas em perfeita harmonia. Referente à organização clerical, o Taoísmo é constituído de estrutura monástica e sacerdotal.

Os textos sagrados do Tao são: o Dão De Jing (Tao te-ching: O Caminho e seu Poder) e os escritos de Chuang Tzu (369-286 a. C.). A cronologia da origem das bases filosóficas taoístas ainda permanece obscura, podendo ser bastante anterior a Lao Tzu, considerado o fundador da religião, mas que na verdade foi responsável por um grande impulso à religião sobre a qual já existiam alguns conceitos primitivos.

Pode-se dizer que é uma escola de sabedoria chinesa, centrada no antigo conceito de caminho, ou Tao. À semelhança do Hinduísmo e do Budismo, o Taoísmo se interessa pela sabedoria intuitiva e não pelo conhecimento racional. Ele representa, basicamente, um caminho de libertação deste mundo e, nesse particular, pode ser comparado aos caminhos da Yoga e do Vedanta, no Hinduísmo, ou ao Caminho Óctuplo, do Buda.

No contexto da cultura chinesa, a libertação taoísta significava, mais especificamente, uma libertação das regras rígidas da convenção. Enquanto filosofia (Tao chia), sua origem é atribuída aos ensinamentos do sábio Erh Li, conhecido como Lao Tsé (Velho Mestre), que teria vivido no século VI a.C.

Diferentemente de outras religiões, não professa a vida após a morte, mas busca a longevidade e a imortalidade física pela perfeita submissão à ordem natural universal. É muito popular na Tailândia e em Hong Kong, existindo, atualmente, cerca de 3 mil monges taoístas e 20 milhões de adeptos em todo o mundo.

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