20 de novembro, 2017


A educação de nossas crianças e jovens como processo contínuo de (des)construção do homem

educar

Há algum tempo, o psiquiatra e educador Içami Tiba vem chamando a atenção de seus leitores para o fato de “quem ama, educa”. Se tomarmos a palavra “educação” como ponto de partida notaremos que trata-se de algo de extrema importância na formação de nossos filhos. Tal palavra tem sua origem no latim, vindo de educatio, sinônimo de “ação de criar, nutrir ou cultivar cultura”. A partir do termo, compreendemos que educar é um processo que ocorre ao longo de toda a nossa vida, tratando-se de algo contínuo. Ai está o grande perigo.

aluna-criancaQuando deixamos de “nutrir” nossas crianças e jovens de bons valores e costumes esses não deixam de ser nutridos, ou seja, de serem educados e, consequentemente, formar e reformar sua personalidade. Quando deixamos nossos filhos em casa, por exemplo, por causa das longas jornadas diárias de trabalho, eles continuam sendo nutridos pela televisão, pelos sites que acessam, pelos amiguinhos, pela empregada, etc. Temos que compreender que esse processo educativo contínuo pode ser agradável às regras morais e éticas ou não, podem ser favoráveis ao que desejamos à eles ou não. A nossa falta de tempo para educar as nossas crianças e jovens não é sinônimo de que eles estarão nos esperando para serem posteriormente educados. O processo continua…

O processo nutritivo, que todos estamos sujeitos, acontece em todos os lugares e a todo tempo. Somos fruto do contexto social a qual estamos inseridos. Por isso a “sabedoria popular” para evitar” criou um ditado bem difundido para coibir as consideradas más companhias: “quem anda com porco farelo come!” Recentemente um comercial chamava atenção para o fato de que se não tivermos tempo para nossos filhos, o traficante terá. Não podemos deixar que nossos jovens sejam cativados pelo mundo da criminalidade. Se amamos nossos filhos, devemos cuidar! Devemos cativá-los às boas práticas.

Nutrir neles a ética e o apresso pela preservação de sua dignidade. Lembre-se, pai, hoje você está cultivando a cultura em seu filho a qual se colherá os frutos mais rápido do que se imagina.

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Não deixe que seja lançado “joio” nesse cultivo, pois não poderá arrancá-los quando crescerem, sem juntamente arrancar o “trigo”. Prepare a mente de seu filho e plante boas sementes. Não deixe de “irrigá-lo” constantemente de bons exemplos e de boas orientações. A educação que seu filho recebe pode estar desconstruindo o homem que você deseja que ele um dia seja.

Lembre-se, o processo de construção do homem que seu filho se tornará não para porque você não tem tempo para ele. Se o ama, não deixe que outros o eduque. Não esqueça do jargão do psiquiatra e educador: “Quem ama, educa!”

Cristiano Bodart

crisbodartProfessor Universitário, graduado em Ciências Sociais/USC, mestre em Planejamento Regional e Gestão de Cidades/UCAM, doutorando em Sociologia/USP, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Administração da Faculdade Novo Milênio, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Piúma, editor chefe das Revistas acadêmicas “Café com Sociologia” e “Foco”, editor do blog Café com Sociologia e voluntário, nas horas vagas, da ONG Parque das Artes Promoções Artísticas, sediado em Piúma/ES.

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